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Riscos desnecessários na Advocacia: O caso dos Anúncios Pagos

  • há 23 horas
  • 4 min de leitura

A advocacia portuguesa começou, finalmente, a compreender a relevância de apostar no seu posicionamento digital, seja do ponto de vista orgânico ou através do recurso ao tráfego pago. Neste último caso, a prova evidente é o notável crescimento de anúncios no Google Ads nos primeiros meses deste ano.


Com efeito, estamos a assistir a uma transição repentina e acelerada, o que está a gerar situações de risco que deveriam ser evitadas. Compreendemos que na base está o facto de termos muitos escritórios a sentirem impacto na faturação, ao passo que constatam que as redes sociais, afinal, não são assim tão eficazes no mundo da advocacia. Estão certos. E existem razões que justificam isso mesmo.


O certo é que essa transição, acompanhada pelo crescimento do recurso ao tráfego pago, está a colocar advogados em cheque do ponto de vista do respeito pela deontologia profissional. É sobre isso que iremos registar breves considerações no artigo de hoje.



Como nota prévia, cumpre registar que acompanhamos a transição digital da advocacia praticamente desde o seu início, não apenas em teoria, mas também ao serviço de diferentes clientes. Isto para dizer que aquilo que vamos referir de seguida, apoia-se na observação empírica, no acompanhamento diário da realidade no contexto do posicionamento digital e marketing jurídico na advocacia.

Práticas questionáveis em anúncios no Google Ads


Em 2025, partilhámos uma publicação no LinkedIn em que criticávamos o anúncio de um escritório de advogados que prometia resolver rapidamente situações de divórcio. Entendemos tratar-se de uma prática censurável e desconforme à normatividade vigente, como também ao Parecer da OA sobre a Publicidade, publicado em dezembro de 2024.


Atualmente, com a tal acelerada transição de que falávamos, acompanhada do crescente número de anúncios na advocacia, vemos anúncios que prometem celeridade, honorários justos e, nalguns casos, prometem mesmo resultados - tal como esse anúncio que prometia soluções rápidas e milagrosas para situações de divórcio, geralmente complexas por envolverem aspetos patrimoniais e/ou guarda de filhos menores.


Não estamos a referir que vemos estas práticas em escala, mas tendo crescido o volume de anúncios, é natural que se observe um maior número de práticas de caráter manifestamente duvidoso.


Acresce que, conseguindo nós distinguir anúncios de caráter profissional daqueles que não o são, supomos que não serão raras as vezes que determinados anúncios nem estão sob o controlo direto dos advogados, mas exclusivamente na alçada de quem delegam a responsabilidade.



O risco de recorrer a agências de marketing generalistas para anúncios na advocacia


Não há muito tempo, alguns escritórios de advogados recorriam aos seus serviços administrativos para publicações nas redes sociais. Depois, acabaram por entender que as redes sociais, como já referimos, não são particularmente eficazes à aquisição de novos clientes na advocacia, sobretudo perante uma atividade não subordinada a qualquer tipo de estratégia, nomeadamente comunicar para determinado público-alvo.


Essa é uma das razões que fez com que aumentasse o número de escritórios a recorrer a agências marketing generalistas. E nada de errado existe em recorrer a agências dessa natureza. Acontece é que, por melhor que seja a sua eficácia na geração de leads, a generalidade dessas agências não compreende as especificidades do mundo jurídico.


Do nosso ponto de vista, essa é uma das razões que conduz ao surgimento de anúncios com uma copy bastante eficaz, que geram efetivamente resultados, mas a troco do sacrifício da deontologia profissional do advogado, colocando a própria profissão em risco.


E esse é um risco que os advogados não precisam de correr. Até pelo facto da eficácia de um anúncio na advocacia não estar dependente da copy do anúncio, do seu elemento literal.



O que determina a eficácia de um anúncio na advocacia


Nunca é demais ressalvar que, mesmo quando escrevemos sobre estes temas mais delicados, o nosso propósito não é condenar advogados pelas suas práticas, mas sim alertar para que evitem correr determinados riscos. Afinal, o nosso papel é dar também o um contributo para o crescimento da sua prática jurídica no mundo digital, e é isso que temos feito junto dos nossos clientes.


Mas é também contribuir para informar a comunidade jurídica, sendo que procuramos partilhar conteúdos que assentam naquilo que observamos e na dinâmica do nosso dia a dia.


Nesse sentido, já tivemos oportunidade de produzir conteúdos em que declarámos que a eficácia de anúncios na advocacia não está na copy , está no seu motor.


Veja, por exemplo, este vídeo sobre o tema no nosso canal no Youtube:



Anunciar é na advocacia é mais complexo do que desenvolver uma boa copy. Obriga ao entendimento de diferentes e complexos mecanismos do ponto de vista técnico, mas também à compreensão ampla daquilo que são os objetivos do escritório para saber como desenvolver uma estratégia de ação.


E é para esse efeito que os anúncios na advocacia devem servir, do nosso ponto de vista. É essa noção ampla e integrada que permite recorrer aos anúncios estrategicamente, visando a aquisição de clientes high ticket.



Nota Final


Já no próximo mês de junho, iremos ministrar um webinar que visa partilhar algumas dicas para tornar os Anúncios no Google Ads mais eficazes e simultaneamente menos dispendiosos.


Ainda não abrimos as inscrições, mas pode subscrever a nossa lista de contactos se quiser receber mais informações sobre o evento. Basta preencher o formulário em baixo, no rodapé.


Se já investe em publicidade paga e pretende uma análise focada no caso concreto do seu escritório, pode agendar uma consulta connosco:




Um bem-haja,


Luís Pedro Monteiro

 
 
 

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